quarta-feira, 29 de junho de 2011

Filhos no poder


Como a falta de limites pode transformar os pimpolhos em tiranos

Não é preciso ser um especialista ou um entendido no assunto para afirmar, com toda a certeza, que a relação entre pais e filhos hoje não é mais a mesma como antigamente. E não é só isso que mudou.
 O consenso é geral, e não há como negar: o mundo já não é mais o mesmo. Alvin Toffler, autor dos best-sellers O Choque do Futuro Terceira Onda, afirmou em uma de suas obras: “Tão profundamente revolucionária é esta nova civilização, que desafia todas as nossas velhas pressuposições”. Toffler parece ter acertado em cheio. Valores e conceitos que até então eram considerados sólidos e intransponíveis, hoje são relativos e sujeitos a visão de mundo e dos fatos de cada um. É nesse contexto que as crianças estão crescendo.


As razões
Segundo aponta os profissionais da área, o principal motivo porque muitos pais não impõem limites a fim de conter as crianças é a culpa. Porque passam a maior parte do dia fora de casa, acreditam que dizer “não” aos filhos pode ser prejudicial e injusto. 
Além da culpa, o medo e a insegurança também parecem ser fatores que pesam aos pais ao impor limites. Muitos foram tão reprimidos e lhes impuseram limites tão severos, que cresceram com a idéia de que se disserem “não” aos filhos ou impor-lhes qualquer outro limite, isso vai prejudicá-los. O oposto também pode acontecer. Porque foram tão oprimidos e receberam uma educação tão severa, os pais tendem a repetir modelos, porque não sabem fazer outra coisa, ainda que involuntária e inconscientemente.


Os conflitos
Em muitos lares onde os pais não se entendem, impor limites é quase impossível, e a criança é a mais prejudicada. Cada um dá ao filho o que acredita ser melhor. Com isso, a criança tende a desenvolver dois tipos de comportamento: ou elas aprenderão que obedecer é algo relativo, ou então aprenderão, desde cedo, a manipular um dos pais para obter o que deseja. 
Um segundo motivo em relação à imposição indefinida de limites é a confusão e a falta de orientação. Segundo os psicólogos clínicos, doutores Henry Cloud e John Townsend, “o conflito em relação aos limites acontece devido à confusão a respeito da criação dos filhos ou mesmo por problemas pessoais, aonde os pais mesclam limites rígidos e relaxados, acabando por enviar mensagens conflitantes aos filhos.” Conforme ainda Cloud e Townsend, famílias de alcoólatras costumam exibir esse tipo de comportamento. Os doutores Henry Cloud e John Towsend são autores da série de livros Limites, onde abordam o assunto não só em relação ao casamento, como também na relação entre pais e filhos. Entre suas obras, destacam-se Limites Para Ensinar aos Filhos e Criando Filhos Vencedores(Editora Vida). Esse último trata do desenvolvimento do caráter nos filhos e como fazê-lo.


Recuperando o reino perdido
O que fazer para recuperar a posição de autoridade? Como realmente impor limites equilibrados, a fim de que a criança entenda quem realmente manda em casa? “A prevenção sempre foi o melhor remédio”, diz Susie Meire Valadão, psicóloga e psicopedagoga, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG). Susie Meire é esposa do pastor Kaiser Vasconcelos, pastor-líder do ministério da Rede de Adolescentes da Igreja Batista da Lagoinha, e com ele trabalha no ministério. “O primeiro passo”, sugere ela, “é a mudança de atitude”. 
O passo seguinte, segundo ela, é a demonstração de amor. “O momento agora não é o do chicote, mas o do conselho”, explica Susie. Uma vez que muitos dessas crianças e adolescentes foram criados sem limites ou com limites em demasia, eles se sentiram abandonados e menosprezados, como se ninguém ligasse para eles, pois tudo o que faziam não tinha a menor importância para os pais. Ela aconselha: “É o momento de os pais mostrarem a eles as conseqüências de suas escolhas”.
O último passo apontado por Susie Meire é a procura por parte dos pais por ajuda de fora, particularmente de um profissional. “O adolescente, nesta fase, valoriza mais as palavras de um amigo do que a dos pais”. E finaliza: “A ajuda pode vir de profissionais ou de amigos de sua confiança, que lhe possam oferecer sábios e úteis conselhos”. 
A presente reportagem não tem a pretensão de esgotar o assunto, até mesmo porque é vasto e polêmico. A intenção é a de trazer à reflexão algo que tem preocupado não só os pais, mas os educadores e especialistas sobre o assunto: a falta de limites na educação das crianças. Numa época em que a delinqüência infanto-juvenil é cada vez maior e os valores são cada vez mais relativos, impor limites é algo necessário e urgente. Antes que os pequenos pimpolhos se transformem em pequenos tiranos, e se perpetuem no poder.


::Por Marcelo Ferreira
Jornalista

Examine o homem a si mesmo



Existem apenas dois cerimoniais obrigatórios no Cristianismo: O Batismo e a Ceia.

Certamente, muitos dirão que a necessidade de estarmos numa igreja, cumprindo horários, escalas, obrigações 
junto a líderes, grupos, e o que seja, é algo importantíssimo para a “obra”
, que tem que continuar a qualquer preço. Nada disso foi imposto por Jesus. Ele disse simplesmente: “Ide”.
Tal afirmação deverá ser um alívio para aqueles que estão submersos no ativismo religioso, e sentem-se culpados quando cansaço – por muitos tratado como um pecado quase imperdoável – vem nos arrastar para cavernas isoladas, longe das vozes dos irmãos que um dia amamos tanto, mas curiosamente, passaram a nos incomodar, e em alguns casos, nos irritar profundamente.

Quantos pastores secretamente clamam por um “sabá”? Um dia inteiro de descanso, sem nenhuma obrigação de serem os profissionais da fé, obrigados a ter as respostas para todas as dores, de engolir todos os desaforos, de serem tratados como uma ferramenta ótima no momento da dor, de terem sempre uma nova Palavra.

Examine o homem a si mesmo – ordenou Paulo, antes da Ceia.

Ceia é estar juntos com os nossos numa mesa, reunidos com a mesma intenção, celebrando a mesma crença, e nesta mesa, o auto da “Crença” também deve estar. Um momento comum. Comunhão.

Quanto a me auto-examinar, como assim ordenou o apóstolo dos gentios, parece-me um voto de confiança que não mereço: sou parcial, ou me julgo indigno e porco, errado e profano, incompleto e vil, ou vou ao extremo de achar que sou digno e merecedor, que tenho méritos e capacidades, honrarias e admiradores.

Normalmente, após quase vinte anos de Caminho, se pudesse, escolheria não examinar. Descansar um pouco desta guerra sem fim. Prefiro imaginar que Ele, para minha vergonha e humilhação, sentou-se novamente a minha frente, descamisado, e pôs-se a lavar meus pés, de unhas encravadas, com toda a espécie de joanete e olho-de-peixe. Imagino o Mestre franzindo a testa por conta do odor de queijo que sobe de entre os dedos.

Estranhamente, nessa imerecida limpeza, relaxo, esqueço das minhas burradas, e vejo que Ele já as esqueceu faz tempo.

Respiro aliviado ao ver que minhas parcas obras não me fazem indignos da mesa, assim como meus piores pecados, dissolvidos nas mãos furadas que lavaram meus pés.

Meu sabá tão esperado então já está em minha alma, enquanto ainda faço uma oração agradecido, mastigando o pão, dissolvido com o suco da uva. Mas um check-point nesta caminhada.

Estranhamente, quando cria que deveria ter bagagens, vejo que Jesus as remove, e a cada segundo precioso na presença dele, o fardo fica mais leve, apesar dos amigos e irmãos que ainda não perceberam a intenção  Dele:  aliviar nossos fardos, manter leve nossos jugos.

Hoje é o dia da sua bênção


Sei que muito sofrimento você tem tido e sei que você já buscou muita ajuda em muitos lugares...
Pode parecer que tudo a nossa volta esteja conspirando contra nós. Os projetos não saem do papel; os sonhos nunca se realizam e as pessoas querem nos prejudicar. Esse pode ser o nosso pensamento.

Quanto mais alimentamos estes sentimentos, mais eles se intensificam “distorcendo a nossa visão”. Pensamos em maldição hereditária, pensamos em perseguição maligna, achamos que nossa mãe nos concebeu sem amor e tantos outros pensamentos poluem as nossas mentes a ponto de nos fazer entrar em desespero.

Por que tudo isso acontece? Por que tudo parece tão real e negativo, por que nossos piores pesadelos se concretizam? Por que aquilo que mais temíamos se tornou realidade?

Sei que muito sofrimento você tem tido e sei que você já buscou ajuda em tudo, até assistência de pessoas não tementes a Deus. Sei do seu desespero e sei exatamente como ele é: agudo, fere a alma, tira suas esperanças, abafa sua fé e lhe deixa sem forças, angustiado. Todos que já passaram por estes momentos pensam de igual modo.

Por meio de nossa visão, humana, pequena e limitada parece que nosso inimigo é um demônio gigante que nos arrasa dia a dia, nos esbofeteia e ri de nossa existência.

Se eu fosse meramente um escritor, teclando palavras e letras para você, sem saber o que lhe dizer para te ajudar de fato, talvez seria mais um que mente, que diz palavras ao vento.

Mas eu sou como você, igual, seu semelhante. E passei por muitas coisas ruins e às vezes me senti desamparado. Firme-se em cima desta frase: “obediência quebra maldição”. Seja obediente a Deus, à sua Palavra e você verá a mudança acontecer em sua vida. “Se atentamente ouvires a voz do Senhor, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que hoje te ordeno, o Senhor teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra.” (Dt 28).

Hoje é o dia de sua bênção. Hoje é o dia de Deus lhe dizer: “Você está curado”; “Eu te liberto”; “Não existe nenhuma culpa ou maldição sobre você.”

Saiba do grande amor de Deus por você. "Tudo o que é bom, tudo o que é justo, tudo que é amável, tudo o que é puro...Se há alguma virtude, se há algum louvor, seja isso que ocupe o nosso pensamento. " (Fp 4.8).

Cada uma de nossas culpas, cada dor, o castigo que nos traz a paz, Jesus levou sobre si. O preço para seu alívio já foi pago. Está consumado!


::Por Anderson Rogério

Memorizar a Bíblia: simples demais!!!


 Um resumo abençoado para quem deseja navegar neste rio de Deus. São setenta super dicas, veja:
 
 
 
 

1. Compre uma Bíblia.
2. Invista alto nisso. “Renda” certa.
3. Tenha muitas Bíblias.
4. Colecione Bíblias. Doe Bíblias.
5. Tem Bíblia de todo jeito.
6. Tenha todas elas.
7. Leia a Palavra.
8. Faça disso um estilo de vida.
9. Leia muito mesmo.
10. Escolha um texto que você gosta.
11. Não comece a memorizar genealogias.
12. Tem que ser algo fácil, útil e prazeroso.
13. Ouça a Palavra.
14. Ouça muito. No carro, em casa.
15. Ouça no trabalho, no computador.
16. Ouça ao dormir, ao acordar, no som ambiente.
17. Ouça na cozinha, no ônibus, no avião.
18. Enfim, ouça a Bíblia, muito mesmo.
19. Tenha a Palavra sempre por perto.
20. Carregue a Bíblia para onde for.
21. Tendo a Bíblia por perto, fica mais fácil.
22. Escreva a Palavra.
23. Faça cartazes com versículos.
24. Escreva versículos em cartões.
25. Compre um caderno grande.
26. Escreva um versículo em cada folha.
27. Coloque versículos na porta da geladeira.
28. Espalhe versículos pela sua casa.
29. Espalhe versículos no seu escritório.
30. Fale a Palavra.
31. Fale alto. Quando der, é claro.
32. Fale para as pessoas.
33. Não diga “alô”. Fale um versículo.
34. Cante a Palavra.
35. Transforme o versículo em canção.
36. Dramatize a Palavra.
37. Fale gesticulando.
38. Fale fazendo caras e bocas.
39. Ponha sua imaginação para funcionar.
40. Seja criativo.
41. Desenhe a Palavra.
42. Transforme o versículo em desenho.
43. Faça esquemas, diagramas, acrósticos.
44. Faça uma planilha de textos bíblicos.
45. Faça manutenção do que você memorizou.
46. Pense na Palavra.
47. Medite na Palavra.
48. Ensine a Palavra.
49. Explique o que você entendeu dela.
50. Faça associações criativas.
51. Associe versículos a endereços.
52. Associe versículos a pessoas.
53. Memorize versículos com as referências.
54. Compre livros de memorização.
55. Compre o Curso de Memorização da Bíblia.
56. Compre Cds da Bíblia Falada.
57. Invista alto nisto.
58. Ensine aos seus filhos a Palavra.
59. Cante versículos com eles.
60. Compre jogos bíblicos.
61. Jogue com seus amigos
62. Torne a Palavra prioridade máxima.
63. Seja disciplinado com ela.
64. Todo dia. Toda hora. A cada minuto.
65. Palavra. Palavra. Palavra.
66. Divirta-se com ela.
67. Faça dela o seu maior prazer.
68. Coma a Palavra.
69. Seja guloso nisso.
70. Faça tudo isso, para não pecar, para acertar o alvo, para ser mais parecido com Jesus.

Viu como é simples? Comece já. Aplique estas dicas. Pratique. Se você é NORMAL, você consegue. 
“Tudo posso naquele que me fortalece”.
(Filipenses 4.13.)

:: Por Pr. Cornélio Augusto