quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A MISSÃO DO CRENTE (Atos 8.4-8)

Freqüentemente nos perguntamos o que temos que fazer como crentes, salvos por Cristo Jesus. Achamos que o fato de estarmos adorando a Deus na Igreja, dispormos do nosso tempo para a comunhão com os irmãos, participarmos das atividades, ensaios, reuniões etc, é o suficiente. Nossa missão já está cumprida! Claro que não! Ser crente no Senhor Jesus vai além do serviço no templo. Estar na igreja é o exercício da fé, é o fortalecimento que precisamos para a proclamação do Evangelho. É bem verdade que na igreja o Evangelho é pregado e as pessoas ouvem a salvação de Deus. Porém, nossa missão também está fora dela, levando a salvação de Deus aos que não vem a igreja.
O texto citado fala do diácono Filipe que recebeu o Dom da Palavra. Ele ouve a voz do Espírito e sai para cumprir sua missão. Desce à cidade de Samaria e anuncia Jesus para aquelas pessoas.
Podemos destacar três fatos importantes: 

1) Filipe falou de Jesus para aquelas pessoas. Naquela região ele proclama o amor de Deus para os perdidos e o povo ouvia o que Filipe falava e atendia sua pregação; 
2) Ele leva o alívio de Deus para aquele povo. Diz o texto que “os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz” (v.7). Quando o inimigo percebe que o povo de Deus anuncia Jesus, é comprometido com a Palavra e faz a obra de Deus, o diabo sai gritando; 
3) Filipe levou alegria para aquela gente. O v.8 diz que “houve grande alegria naquela cidade”. Quando eles ouviram as boas novas e viram os grandes livramentos de Deus ficaram alegres, pois só Deus pode operar maravilhas. Só Deus pode efetuar milagres.
Que possamos ir além e cumprir nossa missão dentro e fora da igreja, levando o alívio de Deus para os desalentados e perdidos.

#Ganhar Almas.


domingo, 28 de agosto de 2011

BIBLIOLOGIA: Aula 28/8/2011


O termo “Bíblia” não aparece na Bíblia Sagrada. É um termo derivado de uma palavra grega – Biblios – por causa de uma cidade fenícia, importante cidade produtora de rolos usados para fazer livros. Bíblia – conjunto de rolos ou livros - daí, também, vem a palavra Biblioteca.
A Bíblia:
Possui 66 capítulos (39 – Velho Testamento e 27 – Novo Testamento) e aproximadamente 1189 capítulos. A Bíblia católica possui 7 livros a mais, que são chamados de livros apócrifos (secretos, misteriosos), e que não foram inspirados por Deus. Por isso que eles não fazem parte das Escrituras Sagradas. São eles: Tobias, Judite, Eclesiástico, Baruque, I e II Macabeus e acréscimos aos livros de Daniel e Ester).

Assuntos: Criação, perdição do ser humano (queda), degeneração e restauração.
Palavra chave: Deus
Versículo chave: João 3:16
Tema principal: A revelação de Jesus Cristo em busca do ser humano perdido. (Mt.20:28)
Dia da Bíblia: 2º Domingo de Dezembro.

A Bíblia é inspiração divina. Inspiração (graphe) significa sopro divino.
O próprio Deus revelou aos homens o que eles deveriam escrever, através do Espírito Santo.
Referências: II Timóteo 3:16 / II Pedro 1:21

Por que a Bíblia deve ser estudada?
1.      Ela é luz para o caminho. (Salmos 119:105)
2.      Ela é viva e eficaz. (Hebreus 4:12)
3.      O meio usado pelo Espírito Santo para nos falar. (Efésios 6:17)
4.      Ela é pura e escudo, (Provérbios 30:5)
5.      Ela é eterna. (1 Pedro 1:25)
6.       
O que a Bíblia produz em nós?
1.      Sabedoria – Salmos 19:7
2.      Esperança – Romanos 15:4
3.      Alegria – Salmos 19:8a
4.      Ilumina – Salmos 119:9
5.      Educa, corrige – II Timóteo 3:!6
6.      Purifica – João 15:3
7.      Fé – Romanos 10:17

“A BÍBLIA AFASTARÁ VOCÊ DO PECADO, OU O PECADO AFASTARÁ VOCÊ DA BÍBLIA.”

  Por: Juliana Couto
Aula  EBD  Jovens e Adolescentes
28 de Agosto  de 2011


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Devocional: "Motiva a Ação"


Ebenézer Bittencourt ministra a devocional de terça da Semana Haggai Nordeste 2011.

Sinais de Fraqueza Espiritual, e Como Sair Dela

1. SINAIS CARACTERÍSTICOS  DE  UM CRENTE  FRACO
- Desinteresse na Bíblia (em ler, em meditar, em decorar, e, em se esforçar para praticar a palavra de Deus) II Tm,3:16,17
16 Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; 17 Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. (2 Timóteo 3:16-17)- Falta de interesse na oração (seja em casa, que se chama “oração particular”, seja em público ou grupo. I Tm 2:1-3

O Justo viverá da fé


O justo viverá da fé, ou seja, a fé que havia de se manifestar e, que agora pregamos ( Rm 10:8 ). Todos que ressurgiram com Cristo é porque vivem da fé, e o profeta Habacuque dá testemunho de que os que vivem pela fé são justos.
“Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça” ( Rm 4:5 )

É contundente a exposição do apóstolo Paulo quando afirma, contrariando o que expunha a lei, que "Deus justifica o ímpio" ( Rm 4:5 ). Baseado em quê Deus justifica o ímpios? Como é que Deus sendo justo pode declarar justo o injusto? Como fazê-lo sem comprometer a sua própria justiça?

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Qual o centro da vontade de Deus?

Muitos cristãos não têm certeza da salvação. Estão aflitos, cheios de conflitos interno, pois as mensagens destes preletores, que exortam os cristãos a estarem no centro da vontade de Deus, nunca lhes apontam qual é a vontade de Deus. O que impera não é o amor, mas o medo! ( 1Jo 4:18 ). São crentes em crise. Perturbados. Sem vida!
 "Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus" ( 1Pe 4:2 )

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Atenção jovens morrendo

É galera hoje o assunto é muito sério, pois envolve pessoas a sua volta.
 Você já deve ter percebido que a cada dia mais e mais jovens morrem, não é?
 O problema é que nós já tornamos isso comum em nossas vidas, assassinatos, estupros, drogas, enfim.
 O inimigo tem ceifado a vida de muitos enquanto você está no seu twitter ou no seu orkut cuidando da sua vida virtual. 

sábado, 9 de julho de 2011

Neemias: Vamos Construir!

O inverno estava chegando em 445 a.C., e Neemias estava na cidadela em Susã, a sede do governo persa. Uma geração antes, no mesmo lugar, Ester e Mordecai conseguiram salvar os judeus da matança tramada por Hamã. Neemias estava entre os judeus que ainda moravam fora do seu país, mesmo 90 anos depois da volta de Zorobabel para reconstruir o templo e povoar novamente a cidade de Jerusalém. Neemias foi copeiro do rei, uma pessoa respeitada pelo homem mais poderoso do mundo.
Hanani fez a viagem de 1.600 quilômetros de Jerusalém a Susã para visitar seu irmão, Neemias. As notícias que ele levou entristeceram Neemias. Hanani disse que o povo de Jerusalém encontrava-se numa situação precária e insegura, sujeito às agressões dos povos que controlavam as regiões adjacentes à cidade.
Neemias, extremamente preocupado com o bem-estar dos seus parentes e compatriotas, chorou, jejuou e orou ao Senhor. Ele baseou suas petições nas grandes promessas de Deus, certo da fidelidade de Deus em cumprir a sua palavra. Pediu que Deus estivesse com ele diante do rei da Pérsia.
Lição: Devemos buscar a vontade de Deus e o bem de seu povo.

Quatro meses depois, já no início da primavera, Neemias teve sua oportunidade de agir. O rei Artaxerxes percebeu a tristeza de seu copeiro, e perguntou o motivo. Neemias explicou a sua preocupação com o povo em Jerusalém. Quando o rei ofereceu ajuda, Neemias orou a Deus e fez seus pedidos ao rei: Œ Licença para ir a Jerusalém para reedificar a cidade,  Cartas para assegurar sua passagem pelas províncias no caminho, e Ž Autorização para o uso de madeiras da floresta na construção. Pela bondade de Deus, o rei deu tudo que Neemias pediu, e este partiu para Jerusalém.
Lição: É importante orar e planejar antes de agir.

A Vistoria da Obra (2:11-16)
Neemias chegou em Jerusalém sem fanfarra, e esperou três dias antes de começar o seu trabalho. Ele saiu de noite, levando poucos homens, sem anunciar o seu propósito. Naquela noite, Neemias percorreu a cidade de Jerusalém, fazendo vistoria das muralhas. Antes de dar alguma orientação ao povo, ele precisava entender a situação.
Lição: Devemos entender os problemas antes de propôr as soluções.

O Apelo ao Povo (2:17-18)
Depois de terminar sua vistoria, Neemias falou com o povo e fez seus apelos. Ele falou sobre Œ O problema – a miséria do povo,  A necessidade de agir para resolver o problema, e Ž A dependência em Deus para alcançar a solução.
Lição: Para resolver qualquer problema espiritual, precisamos considerar as mesmas três coisas.

A Resposta dos Judeus (2:18)
Neemias não pretendeu fazer a obra sozinho. Precisou da cooperação do povo para edificar as muralhas. Os judeus se mostraram dispostos e começaram os seus preparativos para o trabalho de construção.
Lição: O trabalho bem-sucedido no reino de Deus depende da nossa disposição e cooperação.

A Oposição (2:10,19-20)
Ao longo do relato da construção, há referências à oposição dos povos vizinhos. Eles não queriam deixar Jerusalém ficar forte e próspera, e fizeram tudo que foi possível para intimidar o povo e impedir a obra. Neemias não cedeu à pressão dos adversários. Ele confiou em Deus, e recusou dar ouvidos aos adversários. Eles até sugeriram que o trabalho fosse ilegal, procurando provocar medo de problemas com o governo, mas Neemias não cedeu. Deus estava com ele, e as ameaças dos adversários não impediriam o trabalho do Senhor (6:9). Em outras épocas da história bíblica, os servos do Senhor enfrentaram perseguições severas, até levando à morte de vários discípulos. Mas confiaram no Senhor e prosseguiam na obra, apesar das ameaças reais dos inimigos. “Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Apocalipse 12:11).
Lição: Deus é mais forte do que todos os seus adversários. Se confiarmos nele, teremos bom êxito no trabalho.

A Cooperação Prática na Obra (3:1-32)
O capítulo três de Neemias, na minha opinião, é o mais bonito do livro. A primeira vista, pode não perceber a beleza dele, pois contém uma lista de nomes e detalhes geográficos. Mas estes nomes e referências a lugares mostram como cada família e cada pessoa contribuíram à obra de construção. Uma família assumiu a responsabilidade de edificar um trecho do muro, enquanto outra ergueu o próximo. Do sumo sacerdote e maiorais do povo aos residentes comuns de Jerusalém e de outras cidades judaicas, o povo pôs a mão à massa e trabalhou dia e noite. Neemias comentou sobre este espírito de cooperação: “Assim, edificamos o muro... porque o povo tinha ânimo para trabalhar” (4:6). Quantas vezes falhamos em nosso trabalho diante do Senhor por motivo de desânimo? O dever precisa vencer o desânimo!
Lição: Devemos ser servos humildes – todos nós – dispostos e ativos no trabalho de Deus.

A Proteção Divina e a Responsabilidade Humana (4:1-23)
Devido à disposição do povo para trabalhar, as muralhas chegaram à metade de sua altura, e começaram a fechar as brechas. Neemias ouviu que os inimigos se preparavam para atacar a cidade. A reação dele mostra uma atitude excelente de fé e responsabilidade: “Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite” (4:9). Quando enfrentamos desafios na vida, não devemos ficar de braços cruzados. Devemos fazer o que podemos, dentro dos papéis definidos pelo Senhor, para resolver os problemas. Por outro lado, seria tolice achar que todas as soluções se encontram em nossas mãos. Devemos, como Neemias, orar ao Senhor e confiar nele para cuidar das coisas que são maiores do que nós.
Lição: O servo de Deus vive pela fé e ora sem cessar, mas não foge da responsabilidade de cumprir os seus deveres.

A Luta pela Família (4:12-14)
Quando Neemias organizou os trabalhadores para se defenderem contra os adversários, ele chamou todos a pelejarem pelas próprias famílias (4:14). O desejo de salvar as próprias famílias motivou os judeus a trabalharem e vigiarem constantemente. Deve ter o mesmo efeito em nossas vidas. Mas as ameaças maiores hoje são os ataques espirituais que o Adversário faz constantemente, bombardeando as nossas famílias com tentações que ameaçam nos levar à perdição.
Lição: Pelejemos pela família!

A Obra Terminada (6:15-16)
Depois de duas gerações de empecilhos e desculpas, Neemias e o povo se dispuseram a trabalhar e realizaram a obra em apenas 52 dias! Quantas vezes procrastinamos e imaginamos muitos motivos para não fazer o nosso dever, quando o trabalho em si poderia ser realizado em pouco tempo?
Lição: Deixemos de lado as nossas desculpas. Mãos ao trabalho!

Neemias e o povo de Judá aceitaram o desafio e realizaram uma obra importante na construção dos muros de Jerusalém. Aprendemos muitas lições importantes do bom exemplo deles.
–por Dennis Allan

Louvor: A Adoração e o Conhecimento da Palavra



O conhecimento bíblico é absolutamente indispensável para a adoração. Em primeiro lugar, mesmo compreendendo o que a adoração significa, é preciso que ela esteja baseada no conhecimento bíblico. Os termos bíblicos usados para “adoração” são os mais antigos e, sendo assim, para entender o que significa adorar devemos começar com o estudo dos termos em seu contexto bíblico. Essas passagens não são meros textos isolados, mas fazem parte de um contexto histórico no qual vários hábitos e costumes ali descritos se desenvolveram. Por exemplo, a razão pela qual o livro de Hebreus (no capítulo 13) define a adoração como sendo o ato de repartir o fardo com as outras pessoas está relacionada com a visão que os judeus tinham de Jesus como sendo o complemento do sistema sacrificial do Antigo Testamento. Assim, para o autor de Hebreus existe a necessidade de redefinir a adoração sacrificial por causa dessa mudança.
         Em segundo lugar, a adoração é a base da submissão a Deus. Sem um conhecimento bíblico adequado, como conheceremos esse Deus e como saberemos que tipo de submissão o agrada? Nós devemos afirmar que esse conhecimento virá através da pregação ou do nosso conhecimento teológico generalizado, mas é um tanto quanto problemático afirmar isso. O conhecimento teológico depende das Escrituras. Devemos ser capazes de avaliar as diversas vozes teológicas no universo cristão. Por causa dessa dependência da Bíblia, essa avaliação vai requerer uma compreensão completa do texto bíblico.
         Além disso, nem todos os líderes de louvor têm uma boa base bíblica. Talvez alguns sejam como eu — uma pessoa que cresceu com a Bíblia sendo lida diariamente em meu lar. Outros não tiveram essa oportunidade e não terão profundidade bíblica suficiente para desempenhar seu trabalho sem que gastem tempo com estudo intensivo e continuado da Bíblia. E isso não acontece ouvindo sermões. Uma pessoa pode ouvir no máximo dois sermões por semana, e esses sermões precisam ser avaliados, pois nem sempre as mensagens entregues nas igrejas são equilibradas — talvez por causa da necessidade de focar em situações específicas de uma determinada congregação. A única maneira de estar certo de que estamos adorando o verdadeiro Deus de um modo que ele se agrade é estudando o texto das Escrituras de maneira pessoal.
         Em terceiro lugar, a adoração contém em si mesma a Palavra, e se não temos uma compreensão perfeita das Escrituras provavelmente não entenderemos os assuntos e os símbolos dos textos sobre adoração que estamos usando. Isso pode nos levar a fazer comparações estranhas, interpretações incorretas ou até mesmo ignorar assuntos relevantes. Junte-se a isso o fato de que muitos líderes de louvor também são compositores. Como alguém pode escrever canções sem que esteja imerso nas Escrituras, a ponto da verdade bíblica estar refletida em suas letras? Além disso, depois de ser escrita, a música precisa passar por uma crítica bíblica e teológica. Uma amável figura poética pode estar sendo usada de uma maneira equivocada, ou até mesmo pode conter uma heresia. Mesmo que o autor peça para que alguém faça essa crítica para ele, o primeiro avaliador deveria ser o próprio compositor.
         Em quarto lugar, o líder de louvor deve cultivar um relacionamento duradouro com Deus, em que estará liderando outras pessoas na adoração. Todos sabemos muito bem que Deus sempre (e talvez mais facilmente e melhor) é encontrado nas Escrituras. Isso significa que se alguém começa a estudar a Bíblia com o desejo sincero de conhecer a Deus melhor, essa pessoa certamente o encontrará de uma maneira que vai além do estudo racional. Talvez alguém possa dizer, “Bem, então é só abrir a Bíblia e esperar Deus falar. Porque eu deveria me esforçar em estudar se estou procurando por um encontro pessoal com ele?” A resposta é que assim como Jesus fez com os aprendizes no caminho de Emaús, Deus prefere nos explicar mais profundamente as Escrituras que apenas falar sem usar a Palavra. Ele a escreveu. Ele a preservou. Ele tem um interesse vital em se manifestar a nós através dela. E, além disso, nas escrituras nós temos dois mil anos de ação de Deus — como poderemos ter qualquer experiência com ele hoje que seja mais valiosa que dois mil anos de experiência? As nossas experiências estão baseadas e enraizadas nos atos de Deus descritos na Bíblia.
         Mas podemos ir um pouco mais além. O nosso chamado como líderes de louvor e como povo que adora é sermos aprendizes de Jesus — eu prefiro usar “aprendiz” ao invés do sinônimo religioso“discípulo”. Ao olharmos para os discursos de Jesus e para os escritos de antigos aprendizes como Pedro, Tiago ou Paulo, nós vemos pessoas cujas vidas estavam impregnadas das Escrituras. Se a base da vida com Deus é seguir a Jesus e aos seus antigos aprendizes, então está claro que é impossível fazer isso sem buscarmos um conhecimento bíblico similar ao que eles tiveram.
         E para finalizar, o líder de louvor precisa estudar profundamente a Bíblia, pois o seu líder no passado também o fez, e queremos ser iguais a ele.

Autor: Peter Davids 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

7 conselhos para uma vida cristã bem sucedida

2 Reis 6.1-7

1. E DISSERAM os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face, nos é estreito.
2. Vamos, pois, até ao Jordão e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar para habitar. E disse ele: Ide." 
3. E disse um: Serve-te de ires com os teus servos. E disse: Eu irei.
4. E foi com eles; e, chegando eles ao Jordão, cortaram madeira.
5. E sucedeu que, derrubando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou, e disse: Ai, meu senhor! ele era emprestado.
6. E disse o homem de Deus: Onde caiu? E mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez flutuar o ferro.
7. E disse: Levanta-o. Então ele estendeu a sua mão e o tomou.


Baseado no relato acima, aprendemos 7 conselhos especiais para o crente que quer ter uma vida bem sucedida. Vamos analizá-los juntos:

1 - Você quer ter uma vida cristã sucedida? Então aprenda a ter visão de crescimento! (verso 1)

Os seguidores de Elizeu tinham este tipo de visão. Eles iriam fazer ali uma pousada, ou um seminário, mas não se acomodaram com o espaço estreito que se colocava diante deles. 
Devemos sempre estar prontos para novos desafios. Devemos ter uma visão de crescimento constante:

- Crescimento espiritual.
- Crescimento familiar e social.
- Crescimento financeiro e profissional.

2 - Você quer ter uma vida cristã bem sucedida? Então faça a sua parte! (verso 2)

Novamente os seguidores de Elizeu nos dão uma belíssima lição. Eles poderiam ficar eternamente esperando um mover de Deus para lhes preparar um lugar, porém eles mesmos foram pegar vigar, e trabalharam em prol de seus propósitos. 
Atualmente vemos muitos crentes que oram, mas não agem. Alguns acordam as 11 horas da manhã todos os dias, mas ficam orando pra Deus abrir a porta de emprego.

Podemos lembrar do caso de Lázaro. Deus ressuscita o morto, mas quem remove a pedra somos nós. 
Devemos aprender a fazer a nossa parte, e não ficar a vida toda esperando um milagre de Deus, sem contribuir com nossas atitudes. Deus aprecia trabalhadores ousados.

3- Você quer ter uma vida cristã bem sucedida? Obedeça as autoridades (verso 2b, 3)

Eles tiveram uma idéia tremenda, e poderiam até fazer uma "surprezinha" pra Elizeu. Mas agiram de forma correta, quando primeiramente submeteram a idéia ao seu líder.
Muitos hoje vivem em uma vida sem leis, sem submissão, colocando seu ego como a única autoridade sobre sua vida.
Para ter uma vida cristã bem sucedida precisamos obedecer as autoridades:

- Devemos obedecer o Espírito Santo.
- Devemos obedecer os nossos pastores.
- Devemos obedecer nossos pais.
- Devemos obedecer os nossos patrões.
- Devemos obedecer a lei.
- Devemos obedecer a palavra de Deus.
- Devemos a nossa consciência.

4- Você quer ter uma vida cristã bem sucedida? Aprenda a clamar pela pessoa certa (verso 5)

Ao cortar a árvore, o machado de um dos jovens caiu na água. Machado era lançamento tecnológico da época. Certamente custava caro, comprar outro. Era um momento desesperador, mas o jovem soube a quem recorrer. Recorreu a um profeta de Deus, cuja vida testificava o porder de Deus.

O crente também tem momentos de dificuldades e crises, e deve aprender a buscar ajuda nos lugares certos. Em 2 Reis 4, vemos a história de uma mulher, cujo filho morreu, e alguns perguntavam para ela. Está tudo bem? Ela respondia: Sim, vai tudo bem. Tudo ia mal, seu filho acabara de morrer, mas ela sabia que não adiantava buscar ajuda de quem não poderia ajudá-la.

Assim o crente bem sucedido deve agir. Buscar sempre solução na pessoa certa. Busque ajuda...

- em Deus, primeiramente. Sempre conte para Deus os seus problemas, pois ele poderá te ajudar.
- nos Seus profetas. Procure um lar espiritual, tenha um pastor para auxiliar sua vida.

5- Você quer ter uma vida cristã bem sucedida? Seja obediente (Verso 6)

Elizeu perguntou para o jovem, onde havia caído o machado. O jovem prontamente respondeu sem questionar. Se ele fosse como alguns crentes que eu conheço, iria dizer: "Porque eu tenho que dar esta informação... não vai adiantar falar mesmo"...
Devemos ser obedientes, e seguir sempre a orientação dos que tem como nos ajudar.
Se seu líder disse: vai pela direita,... não adianta ir pela esquerda, pois você vai se decepcionar.

6- Você quer ter uma ivda cristã bem sucedida? Tenha sempre um outro machado (verso 6b)

Elizeu cortou um pau e jogou na água. Ele não "quebrou" um pau, mas cortou... usou outro machado para cortar, certamente. Eu entendo aqui é que somos como machados... muitas vezes até caímos, e corremos o risco de nos perder definivamente, mas se pudermos contar com outro machado, ou seja, outros irmãos, membros da igreja de Cristo, sempre teremos ajuda para nos levantar, até flutuar na presença de Deus.

Não quero o seu mal, mas você é humano, corre riscos de quedas... mas caso você tenha uma queda, não desista... não abandone seus irmãos, não abandone a igreja de Cristo. Você está no lugar certo para se consertar, e certaménte assim você terá uma vida cristã bem sucedida.

7- Você quer ter uma vida da cristã bem sucedida? Flutue como o machado (verso 6)

Como disse anteriormente, você é como um machado nas mãos de Deus, mas sua natureza humana é inclinada para a carnalidade, para o pecado. Você é pesado e tende a afundar, mas com Deus você pode flutuar. Flutue na presença de Deus.

Jesus passou por essa experiência... flutuou por cima das águas, assim como o machado, (Mateus 14.22-25).
Mas, observe o texto citado em Mateus e você verá o que Jesus fazia antes de andar sobre o mar. Ele orava, esvaziava-se de si mesmo e enchia-se da presença do Espírito de Deus.

Quer ter uma vida cristã bem sucedida? Tenha uma vida de oração constante.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Filhos no poder


Como a falta de limites pode transformar os pimpolhos em tiranos

Não é preciso ser um especialista ou um entendido no assunto para afirmar, com toda a certeza, que a relação entre pais e filhos hoje não é mais a mesma como antigamente. E não é só isso que mudou.
 O consenso é geral, e não há como negar: o mundo já não é mais o mesmo. Alvin Toffler, autor dos best-sellers O Choque do Futuro Terceira Onda, afirmou em uma de suas obras: “Tão profundamente revolucionária é esta nova civilização, que desafia todas as nossas velhas pressuposições”. Toffler parece ter acertado em cheio. Valores e conceitos que até então eram considerados sólidos e intransponíveis, hoje são relativos e sujeitos a visão de mundo e dos fatos de cada um. É nesse contexto que as crianças estão crescendo.


As razões
Segundo aponta os profissionais da área, o principal motivo porque muitos pais não impõem limites a fim de conter as crianças é a culpa. Porque passam a maior parte do dia fora de casa, acreditam que dizer “não” aos filhos pode ser prejudicial e injusto. 
Além da culpa, o medo e a insegurança também parecem ser fatores que pesam aos pais ao impor limites. Muitos foram tão reprimidos e lhes impuseram limites tão severos, que cresceram com a idéia de que se disserem “não” aos filhos ou impor-lhes qualquer outro limite, isso vai prejudicá-los. O oposto também pode acontecer. Porque foram tão oprimidos e receberam uma educação tão severa, os pais tendem a repetir modelos, porque não sabem fazer outra coisa, ainda que involuntária e inconscientemente.


Os conflitos
Em muitos lares onde os pais não se entendem, impor limites é quase impossível, e a criança é a mais prejudicada. Cada um dá ao filho o que acredita ser melhor. Com isso, a criança tende a desenvolver dois tipos de comportamento: ou elas aprenderão que obedecer é algo relativo, ou então aprenderão, desde cedo, a manipular um dos pais para obter o que deseja. 
Um segundo motivo em relação à imposição indefinida de limites é a confusão e a falta de orientação. Segundo os psicólogos clínicos, doutores Henry Cloud e John Townsend, “o conflito em relação aos limites acontece devido à confusão a respeito da criação dos filhos ou mesmo por problemas pessoais, aonde os pais mesclam limites rígidos e relaxados, acabando por enviar mensagens conflitantes aos filhos.” Conforme ainda Cloud e Townsend, famílias de alcoólatras costumam exibir esse tipo de comportamento. Os doutores Henry Cloud e John Towsend são autores da série de livros Limites, onde abordam o assunto não só em relação ao casamento, como também na relação entre pais e filhos. Entre suas obras, destacam-se Limites Para Ensinar aos Filhos e Criando Filhos Vencedores(Editora Vida). Esse último trata do desenvolvimento do caráter nos filhos e como fazê-lo.


Recuperando o reino perdido
O que fazer para recuperar a posição de autoridade? Como realmente impor limites equilibrados, a fim de que a criança entenda quem realmente manda em casa? “A prevenção sempre foi o melhor remédio”, diz Susie Meire Valadão, psicóloga e psicopedagoga, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG). Susie Meire é esposa do pastor Kaiser Vasconcelos, pastor-líder do ministério da Rede de Adolescentes da Igreja Batista da Lagoinha, e com ele trabalha no ministério. “O primeiro passo”, sugere ela, “é a mudança de atitude”. 
O passo seguinte, segundo ela, é a demonstração de amor. “O momento agora não é o do chicote, mas o do conselho”, explica Susie. Uma vez que muitos dessas crianças e adolescentes foram criados sem limites ou com limites em demasia, eles se sentiram abandonados e menosprezados, como se ninguém ligasse para eles, pois tudo o que faziam não tinha a menor importância para os pais. Ela aconselha: “É o momento de os pais mostrarem a eles as conseqüências de suas escolhas”.
O último passo apontado por Susie Meire é a procura por parte dos pais por ajuda de fora, particularmente de um profissional. “O adolescente, nesta fase, valoriza mais as palavras de um amigo do que a dos pais”. E finaliza: “A ajuda pode vir de profissionais ou de amigos de sua confiança, que lhe possam oferecer sábios e úteis conselhos”. 
A presente reportagem não tem a pretensão de esgotar o assunto, até mesmo porque é vasto e polêmico. A intenção é a de trazer à reflexão algo que tem preocupado não só os pais, mas os educadores e especialistas sobre o assunto: a falta de limites na educação das crianças. Numa época em que a delinqüência infanto-juvenil é cada vez maior e os valores são cada vez mais relativos, impor limites é algo necessário e urgente. Antes que os pequenos pimpolhos se transformem em pequenos tiranos, e se perpetuem no poder.


::Por Marcelo Ferreira
Jornalista

Examine o homem a si mesmo



Existem apenas dois cerimoniais obrigatórios no Cristianismo: O Batismo e a Ceia.

Certamente, muitos dirão que a necessidade de estarmos numa igreja, cumprindo horários, escalas, obrigações 
junto a líderes, grupos, e o que seja, é algo importantíssimo para a “obra”
, que tem que continuar a qualquer preço. Nada disso foi imposto por Jesus. Ele disse simplesmente: “Ide”.
Tal afirmação deverá ser um alívio para aqueles que estão submersos no ativismo religioso, e sentem-se culpados quando cansaço – por muitos tratado como um pecado quase imperdoável – vem nos arrastar para cavernas isoladas, longe das vozes dos irmãos que um dia amamos tanto, mas curiosamente, passaram a nos incomodar, e em alguns casos, nos irritar profundamente.

Quantos pastores secretamente clamam por um “sabá”? Um dia inteiro de descanso, sem nenhuma obrigação de serem os profissionais da fé, obrigados a ter as respostas para todas as dores, de engolir todos os desaforos, de serem tratados como uma ferramenta ótima no momento da dor, de terem sempre uma nova Palavra.

Examine o homem a si mesmo – ordenou Paulo, antes da Ceia.

Ceia é estar juntos com os nossos numa mesa, reunidos com a mesma intenção, celebrando a mesma crença, e nesta mesa, o auto da “Crença” também deve estar. Um momento comum. Comunhão.

Quanto a me auto-examinar, como assim ordenou o apóstolo dos gentios, parece-me um voto de confiança que não mereço: sou parcial, ou me julgo indigno e porco, errado e profano, incompleto e vil, ou vou ao extremo de achar que sou digno e merecedor, que tenho méritos e capacidades, honrarias e admiradores.

Normalmente, após quase vinte anos de Caminho, se pudesse, escolheria não examinar. Descansar um pouco desta guerra sem fim. Prefiro imaginar que Ele, para minha vergonha e humilhação, sentou-se novamente a minha frente, descamisado, e pôs-se a lavar meus pés, de unhas encravadas, com toda a espécie de joanete e olho-de-peixe. Imagino o Mestre franzindo a testa por conta do odor de queijo que sobe de entre os dedos.

Estranhamente, nessa imerecida limpeza, relaxo, esqueço das minhas burradas, e vejo que Ele já as esqueceu faz tempo.

Respiro aliviado ao ver que minhas parcas obras não me fazem indignos da mesa, assim como meus piores pecados, dissolvidos nas mãos furadas que lavaram meus pés.

Meu sabá tão esperado então já está em minha alma, enquanto ainda faço uma oração agradecido, mastigando o pão, dissolvido com o suco da uva. Mas um check-point nesta caminhada.

Estranhamente, quando cria que deveria ter bagagens, vejo que Jesus as remove, e a cada segundo precioso na presença dele, o fardo fica mais leve, apesar dos amigos e irmãos que ainda não perceberam a intenção  Dele:  aliviar nossos fardos, manter leve nossos jugos.